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Período da Reforma protestante e contrarreforma.

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Resolvido Período da Reforma protestante e contrarreforma.

Mensagem por GuilhermePriori Sex 13 Nov 2020, 04:26

Em cada letra da página divina [a Bíblia] há tantas verdades sobre as virtudes, tantos tesouros de sabedoria acumulados, que apenas aquele a quem Deus concedeu o dom do saber [dela] pode usufruir plenamente. Poderiam estas "pérolas" ser distribuídas aos "porcos" e a palavra a ignorantes incapazes de recebê-la e, sobretudo, de propagar aquilo que receberam?


Comparando o conteúdo do texto com a história do cristianismo, conclui-se que o autor


a) interditava aos pecadores a leitura da Bíblia, reservando-a à interpretação coletiva no mosteiros medievais.
b) considerava aptos para interpretarem individualmente a Bíblia todos os fiéis que participassem do culto católico.
c) referia-se a um dogma da Igreja medieval abolido pela contrarreforma católicaa promovida pelo Concílio de Trento.
d) opunha-se a um princípio defendido por heresias medievais e que foi retomado pelas reformas protestantes.


Gabarito D
Alguém poderia explicar a alternativa A? Fiquei um pouco perdido.


Última edição por GuilhermePriori em Seg 16 Nov 2020, 10:52, editado 1 vez(es)
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Resolvido Re: Período da Reforma protestante e contrarreforma.

Mensagem por jotaefi10 Sex 13 Nov 2020, 11:33

Olá. Percebi algumas coisas interessantes na questão além da alternativa A e irei seguir explicando alternativa por alternativa. Espero que lhe ajude:
 
Alternativa A: na passagem do texto ''apenas aquele a quem Deus concedeu o dom do saber [dela] pode usufruir plenamente.'' você conclui que o contexto no qual o autor está inserido é aquele em que há uma contradição no que tange para a vida religiosa, isto é, existe uma parcela da população que será salva pelo divino de maneira pré-destinada, enquanto a outra não. Pensando nesse período das reformas religiosas, perceba que os ideais calvinistas são bem coerentes com o trecho. Portanto, a afirmativa está errada em ''reservando-a à interpretação coletiva nos mosteiros medievais'', pois tal interpretação era restrita e não acontecia com os situados fora da esfera proposta.

Alternativa B: É a mesma ideia da alternativa A. Nem todos estão aptos para interpretarem a Bíblia, porque apenas uma parte das pessoas possui o ''dom do saber'', como relata o texto.

Alternativa C: Lembre que o Concílio de Trento, apesar de ter o objetivo de reaver essas contradições entre o protestantismo (e suas variações) e o catolicismo, apenas algumas coisas foram realmente mudadas em prol da satisfação das religiões reformistas, como a vigilância da Igreja na venda das indulgências e a reformulação do clero com seminários de caráter teológico. Fora isso, os dogmas antigos ainda permaneceram, inclusive a prática herética contra os judeus, convertendo-os ao catolicismo e sendo denominados de cristãos-novos posteriormente.

Alternativa D: Exatamente. Eu particularmente conseguiria chegar na resposta por eliminação das outras acima, porque pelo menos pra mim inicialmente essa alternativa parece ser confusa, já que a reforma protestante era contra os dogmas da Igreja Católica e, por lógica, seria também contra as heresias dela. Porém, refletindo afundo a afirmação feita, realmente percebe-se que, no caso do calvinismo, a pré-destinação era o caminho para a salvação. Isso eu havia relatado na alternativa A, e agora faz total sentido ao ver que essa é a resposta correta: as heresias também pregavam uma restrição para com a boa vida religiosa (os ''escolhidos'') e é justamente o que Calvino traz com sua religião.

jotaefi10
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