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trabalho informal-unicentro

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Mensagem por rhannastudy Sex 30 Abr 2021, 20:19

A partir dos anos 1990, a discussão em torno da informalidade ganhou novos contornos no contexto de profundas mudanças econômicas e no mercado de trabalho. Atualmente, apesar da recuperação do emprego com vínculo formalizado na última década, permanece uma enorme heterogeneidade no mercado de trabalho [brasileiro]. Fenômenos tais como a contratação ilegal de trabalhadores sem registro em carteira, os contratos atípicos de trabalho, as falsas cooperativas de trabalho, o trabalho em domicílio, os autônomos sem inscrição na previdência social, a evasão fiscal das microempresas, o comércio ambulante e a economia subterrânea, podem ser evocados como exemplos da diversidade de situações que podem caracterizar o que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) denomina “economia informal”. Mas, apesar dessa disparidade de manifestações, há um denominador comum: o fato de que, geralmente, envolvem trabalhadores cuja condição tende a ser mais precária em razão de estarem em atividades em desacordo com as normas legais ou fora do alcance das instituições públicas de seguridade social. (Adaptado de: KREIN, J. D.; WEISHAUPT PRONI, M. Economia Informal: aspectos conceituais e teóricos. Escritório da OIT no Brasil. Brasília: OIT, 2010. p.6. (Série Trabalho Decente no Brasil))
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o comportamento da taxa de informalidade por região, no Brasil, de 1992 a 2012. 
a) Em 1992, a maior taxa de informalidade encontrava-se na região Norte e, em 2012, a região Nordeste assumiu a primeira posição. 
b) Em 1992, a menor taxa de informalidade encontrava-se na região Sudeste e, em 2012, essa posição foi ocupada pela região Sul. 
c) Em 1992, a região Centro-Oeste era a de menor taxa de informalidade e apresentou a maior taxa de crescimento de 2001 a 2012. 
d) A região Sul é a que apresenta as menores taxas de informalidade no país, ao longo desses últimos vinte anos. 
e) Nesses vinte anos, 2012 apresentou a maior taxa de informalidade de todo o período, em todas as regiões do Brasil
 resposta letra b
Alguém poderia explicar os fatores que justificam ser a letra B e não A?e por que a menor informalidade da região sudeste passou para o sul?

rhannastudy
iniciante

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Mensagem por Pedro Celso Silva Sab 01 Maio 2021, 10:43

Você consegue ver isso olhando fotos da Região Norte e da Região Nordeste.
Quando alguém te fala: "população pobre",o que você imagina o que é um pobre na Região Norte? Um ribeirinho. Algum indígena ou algum amazonense que mora numa cidade que nem tem shopping na fronteira com a Colômbia. Algum amazonense que vive de subsistência da pesca,que nem inserido no capitalismo está.
E no Nordeste? Algum bóia-fria, (até mesmo ecravo),algum pequeno proprietário de terra que o gado dele morreu por causa da seca ou que a plantação dele já era por causa da seca,e agora tá vendendo leite porque o gado tá magro demais por causa da falta de comida e de bebida. A diferença é: no Norte,ou é 8 ou 80: ou ele está desempregado ou ele está empregado,já no Nordeste,a informalidade é muito maior.
O Nordeste tem a maior informalidade do Brasil há anos. Você pode comprovar isso quando vê quem são "os donos" dos estados: José Sarney no Maranhão,Fernando Collor no Alagoas,eles mandam em tudo. E a população fica à mercê deles. Não que os outros estados também não sejam dominados por poderosas famílias,mas que no NE é maior pela carência que as populações têm a recursos.
Eu já morei no Maranhão entre 2010-2011. O Maranhão é um estado tão carente,que em seu interior,existem cidades que nem energia elétrica têm. As pessoas têm que comprar carvão ou velas para terem luz. Na capital São Luís,um amigo meu morreu de pneumonia. Ele foi pro hospital,mas a equipe médica não tinha recursos hospitalares (equipamentos,suprimentos) para poder tratá-lo. Muita gente lá estava trabalhando nos mangues para extrair camarão e siri. Muitos políticos ganhavam eleições porque eles faziam festas onde por servirem arroz com farinha e peixe, alimentavam a população. Eu não vi ônibus,e me falaram que o MA comprava ônibus usados há 5 anos do meu estado (RJ).
Voltando à questão.
A partir dos anos 90,as indústrias começaram a se dispersar pelo Brasil. O principal destino foi a Região Sul. A Região Sul foi a escolhida,porque tem mão de obra qualificada,tem bons números educacionais e não tinha indústrias. Chevrolet abriu uma fábrica em Gravataí no Rio Grande do Sul,Nissan,Renault,Volks abriram fábricas em São José dos Pinhais (PR),BMW abriu uma fábrica em Araquari (SC).
Dinheiro chama dinheiro. As fábricas são muito grande e geralmente afastadas das cidades. Os operários,as operárias trabalharam o dia todo e estão cansados do dia. É aí que o brasileiro usa o jeitinho pro bem: Abre uma barraquinha de tapioca,uma barraquinha de pastel,uma de cachorro quente,batata frita ou pipoca perto da fábrica. Quem faz isso,em grande parte,não tem muito dinheiro para pagar a quantidade cavalar de impostos que o Brasil cobra deles,e por isso que ele vira "camelô". Daí, a informalidade aumenta. Mas aí,faz sucesso e ele vive disso,mas aí ele oferece melhores condições de trabalho para seus empregados.
No Sudeste,a população passou a ganhar mais,por conta de mais indústrias,e daí,ela finalmente conseguiu abrir suas lojas e entrar na legalidade. Ou novos empreendimentos.
Pedro Celso Silva
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