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Publicidade Infantil - Redação ENEM 2014

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Mensagem por <dougz/> Ontem à(s) 07:32

Tema: Publicidade Infantil em Questão no Brasil (ENEM 2014)
[Introdução]
De acordo com o pastor estadunidense John Piper, é característica da cultura consumista a redução da índole de um sujeito àquilo que ele possui. Tal afirmação descreve com exatidão a sociedade contemporânea e sua supervalorização pelos bens materiais. Nesse contexto, as grandes companhias — através de campanhas publicitárias — instigam o público a adquirir seus produtos; uma parte deste grupo sendo composto por jovens, que são instigados a adotarem hábitos consumistas. Sob esse viés, é fundamental analisar a questão da publicidade infantil no Brasil, bem como as possíveis soluções para tal problemática.

[Desenvolvimento I]
Primeiramente, é válido analisar os efeitos das propagandas na mente juvenil. No Brasil, os anúncios direcionados a esse público são permitidos e sua regulação é feita pelas próprias corporações que as veiculam. Logo, não existem legislações que protejam as crianças da exposição a tais conteúdos. Posto que um indivíduo nessa faixa etária não consegue discernir o real objetivo das propagandas, cria-se nele um profundo desejo de adquirir o item anunciado, ainda que o produto não seja, de fato, necessário. Isso pode, mais tarde, transformar-se em um hábito que afetará a vida adulta do sujeito.

[Desenvolvimento II]
Ademais, cabe enfatizar o papel do sistema capitalista na continuidade desse cenário. Surgido durante o declínio feudal no século XV, o Capitalismo visa a acumulação de riquezas. No entanto, sua infindável busca por lucros só pode ser sustentada pelo consumo incessante de bens. Assim, para atrair novos clientes, as empresas transmitem uma quantidade massiva de publicidades apelativas para o maior público-alvo possível. Por sua vez, os novos consumidores passam a difundir ainda mais as campanhas, e assim perpetuam um círculo vicioso de compras desenfreadas.

[Conclusão]
Em suma, é necessária a ação do poder público para amenizar o quadro atual. Para tanto, urge que o ministério da Cidadania, por meio da publicação de decretos, estabeleça normas ao setor publicitário sobre os conteúdos direcionados ao público juvenil. Além disso, cabe ao legislativo fiscalizar o cumprimento dessas medidas e impedir a transmissão de campanhas persuasivas. Decerto, ao ensinar os jovens a valorizar aquilo que as pessoas são e não o que elas possuem, será possível mudar a realidade descrita por Piper.

<dougz/>
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