Redações Modelos e Dicas

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Mensagem por Euclides em Ter Jun 14 2016, 16:53

Neste tópico fixo os orientadores poderão deixar dicas e redações escolhidas. Sempre na sequência e com subtítulos a cada item acrescido.


____________________________________________
In memoriam - Euclides faleceu na madrugada do dia 3 de Abril de 2018.
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Lembre-se de que os vestibulares têm provas de Português também! Habitue-se a escrever corretamente em qualquer circunstância!

O Universo das coisas que eu não sei é incomensuravelmente maior do que o pacotinho de coisas que eu penso que sei.
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Pronomes demonstrativos e retomar elementos

Mensagem por Diego A em Seg Jun 20 2016, 19:40

Pronomes demonstrativos e retomada de elementos

No caso de:
Ex:" O velho, o índio e o negro são discriminados por motivos diversos: aquele, por ser improdutivo para a sociedade de consumo; esse, por ser considerado atrasado e preguiçoso; este, por não se ter libertado, ainda, do estigma da escravidão."


E no caso de:
Ex: "As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes."


Fonte: http://pucrs.br/manualred/pronomes.php


Última edição por Diego A em Sab Jun 24 2017, 10:40, editado 1 vez(es) (Razão : Atualização das imagens)
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Um dos grande problemas das redações do EM

Mensagem por Diego A em Seg Jun 20 2016, 20:56

Usos INDEVIDOS do pronome relativo onde:

Algumas vezes podemos fazer confusão com o emprego do pronome onde, que indica lugar, veja os exemplos abaixo:

a) "Só uma humanidade onde reine a civilização do amor poderá gozar da paz autêntica e duradoura".

Humanidade não é lugar para a civilização reinar. Nesse caso trocar-se-ia por em que:

Reescrita: Só uma humanidade em que reine a civilização do amor poderá gozar da paz autêntica e duradoura

b) Cuidado, ele não ocorre somente em casos separados, mas também em expressões:

"Do ponto onde começa-se a vivência com uma aceitação de coletividade, mostram-se os muros que se erguem dentro do meio social e que impede uma vida plena e igualitária entre seus indivíduos"

Ao ler todo o período é possível compreender que o sentido de "do ponto onde" é de temporalidade, ou seja, "onde" significa momento. 

Reescrito: Do momento que se começa a vivência com uma aceitação de coletividade, mostram-se os muros que se erguem dentro do meio social e que impede uma vida plena e igualitária entre seus indivíduos

www1.folha.uol.com.br/folha/.../ult2675u2.shtml
Título da notícia: Uso do "onde" requer muita atenção
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NÃO use "mesmo" como pronome pessoal

Mensagem por Diego A em Qui Jun 30 2016, 21:00

Destaco as dúvidas e os problemas com o uso do pronome "mesmo":

"Favor desconsiderar o nome do aluno José do 8° ano, pois o mesmo acabou de entregar a carta de advertência assinada pelo responsável"

Perceba que na oração "mesmo" é pronome pessoal, o que está incorreto pela gramática. Esse exemplo é o dos mais corriqueiros das redações. Observe a reescrita:

"Favor desconsiderar o nome do aluno José do 8º ano, pois ele acabou de entregar a carta de advertência assinada pelo responsável"

Enumero da fonte os usos que considero mais importantes:

1) A palavra "mesmo" usada como advérbio. Nesse caso, a palavra "mesmo" possui sentido de "até", "ainda" etc: "Ele recebeu os primeiros socorros próximo à praia, mas como seu estado de saúde era bom, foi liberado ontem mesmo [= ainda]". "De acordo com as empresas especializadas, ainda são muito poucas, mesmo [= até] nas grandes capitais, as instituições que adotam circuito fechado de tevê (CFTV) com sistema digital, que, assim, promete ser a grande vedete da segurança nas escolas nos próximos anos".

2) A palavra "mesmo" pode ser usada com valor reforçativo: "Ele mesmo recebeu os convidados". "Ela mesma recebeu os convidados".

Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/mesmo-voce-sabe-utilizar-o-pronome.htm
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Ao invés de OU Em vez de?

Mensagem por Diego A em Sex Ago 19 2016, 01:49


Observe que, no caso de Falar/Calar não pode haver coexistência, não há como calar e falar ao mesmo tempo, não são ações simultâneas, por isso "ao invés de".

Para o caso de Falar/Andar, as duas ações podem ser concomitantes, podem ocorrer ao mesmo tempo, por isso "em vez de". Faça esta atividade para os outros verbos.

Trabalhe nos exemplos:

(1) ________ mandar um e-mail para o meu chefe, irei telefonar para ele.

(2) Não trabalhe hoje, se está doente. _________, vá ao médico.

(3) Ele mediu em gramas _________ medir em litros.

(4) Demoramos para chegar aqui, porque ________ virarmos à esquerda, viramos à direita.


Gab::
(1) Em vez de; (2) em vez disso; (3) ao invés de; (4) ao invés de


Última edição por Diego Matheus em Ter Ago 30 2016, 21:45, editado 1 vez(es)
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IDENTIFICANDO OS DEFEITOS DA ARGUMENTAÇÃO

Mensagem por Diego A em Ter Ago 30 2016, 15:29

Tratando de identificar no seu próprio texto os problemas de argumentação, façamos o exercício que nos proporciona uma noção dos defeitos que estamos sujeitos:

Análise os raciocínios a seguir e identifique as possíveis falhas, classificando-as de acordo com o código:

1. círculo vicioso
2. estatística tendenciosa
3. fuga do assunto
4. argumento autoritário
5. confusão causa-efeito
6. generalização excessiva
7. estereótipo
8. simplificação exagerada
9. falsa analogia

a. ( ) Todos os problemas do mundo desapareceriam se os homens se dedicassem mais à religião
b. ( ) Não é conveniente instalarmos uma fábrica na Bahia, pois certamente teremos problemas com os operários, que são muito preguiçosos
c. ( ) Machado de Assis é, sem dúvida, o melhor escritor da literatura brasileira, já que nenhum outro entre nós conseguiu igualar-se a ele
d. ( ) Eu não acredito que você esteja me dizendo essas coisas; eu, seu pai!
e. ( ) Os professores são diferentes de qualquer outro tipo de gente do planeta, pois parece que nunca se preocupam com o dinheiro que recebem por seu trabalho
f. ( ) Eu tenho dificuldades no aprendizado de língua estrangeira, todos os membros da minha família apresentam o mesmo problema
g. ( ) Portugueses não são bons em matemática. Embora haja oito portugueses em cada dez alunos do curso, as quatro maiores notas são de brasileiros e as quatro priores, de portugueses
h. ( ) Se os estudantes não querem estudar, não há nada que o professor possa fazer. Afinal de contas, podemos levar o camelo até a água, mas não podemos obrigá-lo a beber.
i. ( ) O professor mostrou os péssimos resultados de seu curso de primeiro período para demonstrar a falência do ensino universitário

Gab:
a:5, b:7, c:1, d:4, e:3, f:6, g:2, h:9, i:8

Fonte: Desconhecida.


Última edição por Diego Matheus em Ter Ago 30 2016, 21:46, editado 1 vez(es)
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EMPREGO DE ELEMENTOS COESIVOS (1)

Mensagem por Diego A em Ter Ago 30 2016, 17:48

Num rascunho, anote as respostas e confira com o gabarito.

Identifique quais são as relações estabelecidas pelos elementos coesivos abaixo sublinhados:

a) Embora não simpatizasse com algumas pessoas ali presentes, compareceu à festa.

b) O garoto é um excelente aluno, aliás, destaca-se entre os demais. Além de tudo é muito educado e gentil.

c) Não poderia permanecer calado, afinal, tratava-se de sua permanência na diretoria, e ainda assim pensou muito.

d) Faça as devidas retificações, isto é, corrija as eventuais inadequações, de modo a tornar o texto mais claro.

e) Não obteve êxito na sua apresentação. Dessa forma, o trabalho precisou ser refeito.

f) Esforçou-se bastante, contudo não obteve sucesso no exame avaliativo.

g) Não proferiu uma só palavra durante a reunião, mas também não questionou acerca das decisões firmadas.

Atualizado em 02/09/16:

h) Existe sempre um conceito por trás do que faço, só que nem sempre a montagem se completa.

i) Mulheres e crianças foram retiradas primeiro da embarcação. Estas foram colocadas em uma lancha [...], e aquelas em um bote [...]

j) Diana, não entre nessa casa. Ela está cheia de pulgas

k) Enquanto Pedro estudava, ouvia música.

l) Apesar de estar triste, participou da festa.

Gab:
a) concessão; b) acrescentou argumentos; c) inclusão; d) retificação ou esclarecimento; e) complementa e conclui ideias; f) oposição; g) adição; h) ressalva; i) referenciais; j) referência anafórica; k) tempo simultâneo; l) concessão

Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/os-conectivos-como-elementos-coesao-uma-analise-minuciosa.html

Quadro com elementos coesivos:
https://docente.ifrn.edu.br/marcelmatias/Disciplinas/lingua-portuguesa-e-literatura-brasileira-1o-ano/quadro-de-elementos-coesivos-sequenciais
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O Básico de Redação Dissertativa (ENEM)

Mensagem por Diego A em Seg Dez 05 2016, 20:57

Playlists com conteúdo BÁSICO sobre o gênero dissertativo, padrão do Enem.

SOS Redação - Blog do Gramaticando


Débora Aladim

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*Se sua dúvida foi solucionada, marque o tópico como resolvido e agradeça quem ajudou.
*Não crie novo tópico para questão existente, comente junto dessa. (V)
*O enunciado da questão deve ser digitado. Também não são permitidos links externos para o enunciado e/ou para a resolução. (IX e X)

"A liberdade, se é que significa alguma coisa, significa o nosso direito de dizer às pessoas o que não querem ouvir."

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Enem 2015: Violência contra a mulher

Mensagem por Diego A em Sab Jun 03 2017, 09:26

Equilíbrio Aristotélico

Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, o pensamento machista consolidou-se e permaneceu forte. A mulher era vista, de maneira mais intensa na transição entre a Idade Moderna e a Contemporânea, como inferior ao homem, tendo seu direito ao voto conquistado apenas na década de 1930, com a chegada da Era Vargas. Com isso, surge a problemática da violência de gênero dessa lógica excludente que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a agressão contra a mulher rompe essa harmonia, haja vista que, embora a Lei Maria da Penha tenha sido um grande progresso em relação à proteção feminina, há brechas que permitem a ocorrência dos crimes, como as muitas vítimas que deixam de efetivar a denúncia por serem intimidadas. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.

Outrossim, destaca-se o machismo como impulsionador da violência contra a mulher. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito de gênero pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento do pensamento da exclusão feminina, transmitido de geração a geração, funciona como forte base dessa forma de agressão, agravando o problema no Brasil.

Entende-se, portanto, que a continuidade da violência contra a mulher na contemporaneidade é fruto da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do machismo como intenso fato social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve elaborar um plano de implementação de novas delegacias especializadas nessa forma de agressão, aliado à esfera estadual e municipal do poder, principalmente nas áreas que mais necessitem, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras abertas de televisão como forma de estímulo à denúncia desses crimes. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.

Fonte: Estudante nota 1000. Guia do Estudante


Última edição por Diego A em Ter Nov 07 2017, 07:29, editado 2 vez(es)

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Enem 2018: Desafio para formação de surdos

Mensagem por Diego A em Ter Nov 07 2017, 07:23

Exemplo acima da média:

Sinfonia de inércia

A história nos conta que Beethoven, notadamente surdo, encostava uma ponta de um canudo em sua orelha e outra no piano, a fim de que sentisse as vibrações das notas que não podia escutar. O músico alemão, porém, era um gênio, que pouco precisava de instrução formal para desenvolver sinfonias estupendas. A realidade da maioria das pessoas com deficiência auditiva, inclusive no Brasil, é bem diferente. A dificuldade de proporcionar uma educação de qualidade para pessoas surdas é um problema de descaso histórico. Afinal, enaltecemos o fato de que foi ouvido, no Ipiranga, o brado retumbante de um povo heroico, mas nos esquecemos de que, independentemente da placidez das margens e de quaisquer prosopopeias ufanistas, vivemos onde muitos não conseguem ouvir.

O primeiro grande desafio é vencer a negligência governamental no que tange à formação de professores em nosso país. As aulas de ensino de Libras em cursos de graduação de Pedagogia ou licenciaturas, quando existem, são incipientes e pouco práticas, restringindo-se a cumprir um currículo estabelecido, mas se preocupando pouco em formar bem os profissionais de educação que lecionarão para surdos. Mesmo nas escolas, no ensino básico, a linguagem dos sinais não é sequer mencionada, muito embora seja a segunda língua oficial do Brasil. Isso não só cria como multiplica uma cultura cega de negar a existência de pessoas com deficiência. Porém, fechar os olhos para um problema não faz com que ele desapareça.

Além disso, outro grande desafio é vencer a ausência de educação continuada plena e satisfatória para surdos, restringindo suas possibilidades no mercado de trabalho. Ainda que essa minoria consiga uma educação básica e até uma graduação de qualidade, raramente a formação vai além disso. Há uma preocupante escassez de cursos de extensão e pós-graduação para pessoas com essa deficiência, o que limita a busca por equidade em um ambiente cada vez mais competitivo. O preconceito não para por aí; se alastra pela sociedade. Afinal, não são raras as manifestações contrárias a sistemas de cotas que buscam justamente equalizar esses problemas.

Portanto, fica bem claro que é preciso dar atenção a essa questão que, além de injusta, é inconstitucional. O Ministério da Educação tem o dever de proporcionar uma educação plena para profissionais de educação, exigindo aulas práticas no ensino de libras e fiscalizando o desempenho e a inclusão nas escolas. Empresas também têm o importante papel de incentivar a contratação e a capacitação de surdos, entendendo que a diversidade só vem para somar em ambientes corporativos. Só assim poderemos reverter essa inércia social tão danosa, que nos faz ficar deitados eternamente no berço esplêndido da ignorância.

Fonte: https://blog.enem.com.br/redacao-modelo-modelo-educacao-surdos/

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Re: Redações Modelos e Dicas

Mensagem por Diego A em Seg Dez 11 2017, 21:33

Um dos focos para o estudo de Redação deve ser feito em torno dos temas, assim, abaixo você poderá encontrar alguns dos eixos temáticos para buscar conteúdo e se integrar um pouco melhor nas discussões:


  • Movimentos sociais / Direitos / Cidadania
    + Movimento Negro
    + Movimento Feminista
    + Movimento Trabalhadores Sem-Teto
    + LGBT
    + Passe Livre
    + Estudantil

    *Nas redes sociais existem diversas páginas e hashtags com as pautas atuais desses movimentos



  • Estrutura e estratificação social


  • Transformações no mundo do trabalho
    + Toyotismo
    + Neo ou Pós-fordismo


  • Arte, Vida e Cotidiano



  • Tecnologia/Ciência e sociedade


  • Fenômeno comunicativo contemporâneo


  • Urbanização e dinâmica populacional
    + Revoluções Industriais


*Contribuições podem ser feitas por MP ou em posts na seção.


Última edição por Diego A em Ter Dez 12 2017, 09:24, editado 3 vez(es)
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Re: Redações Modelos e Dicas

Mensagem por Diego A em Seg Dez 11 2017, 21:36

Aulas acima de 20 min


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Livros para o estudo de Textos

Mensagem por Diego A em Ter Dez 12 2017, 09:14

Faraco
Língua Portuguesa - Prática de Redação (universitário)
Prática de Texto (universitário)
Oficina de Texto

Ingedore Koch
Ler e Escrever - Estratégias de produção
Ler e Compreender - Os sentidos do texto
Argumentação e Linguagem
Escrever e Argumentar

Ramal - Redação e para Enem e Vestibulares
Elias - Redação para vestibulares, concursos e Enem
Elias - Dissertação nota mil
Souza - Redação Prática
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Análise: Padrão de Beleza e Sociedade

Mensagem por Diego A em Qui Abr 19 2018, 17:45

Proposta: Padrão de Beleza e Sociedade (Projeto Redação)
Modelo Enem

Em 2015, uma enorme quantidade de jovens se lançaram no desafio de aumentar o volume dos lábios com a pressão de recipientes de vidro a fim de conseguir a volumosa boca da personalidade da televisão Kilye Jenner. Essa brincadeira culminou em diversas postagens na internet em que os fãs da integrante do clã Kardashian tinham seus lábios machucados e com traumas de difícil reparação até mesmo permanentes. Acontecimentos como esse demonstram a frágil linha entre os limites da busca pela beleza e a saúde. Influenciada por um padrão utópico divulgado pela mídia e incentivo exacerbado a tratamentos estéticos, a indústria da beleza se alimenta das frustrações e baixa autoestima das pessoas.

O culto ao corpo e a forma física surge na Grecia Antiga e perpassa ate os dias de hoje, entretanto, a busca pela perfeição nunca foi tao valorizada e toma dimensões gigantescas devido aos veículos de comunicação. A mídia idealiza determinados tipos de beleza que ,em sua maioria, são muitos distantes da realidade. Dessa forma, uma grande parcela de pessoas não se encaixam nesse padrão e se sentem frustradas e inferiores. Por consequência, estas entram em uma sucessão de procedimentos para serem inseridas na classificação de uma aparência ideal o que gera um circulo infinito na medida que essa aparência não passa de uma utopia.

Além disso, essa procura por uma estética irreal é munida por profissionais da saúde e beleza que, motivados pela ganância, realizam receitas, dietas e procedimentos ,muitas vezes, desnecessários. A grande maioria dos pacientes vão aos consultórios com uma visão distorcida e insegura da própria imagem e os médicos aproveitam dessa fragilidade para lucrar. Assim, a saúde mental e física são colocadas em segundo plano e modificações desenfreadas tomam espaço em prol do crescimento econômico da indústria da beleza e todos os tratamentos estéticos envolvidos.

É evidente que o padrão de beleza inalcançável imposto pela mídia gera uma grande insatisfação por parte de quem nao se adequa a ele, levado este a passar por transformações que podem acarretar riscos a sua saúde. É necessário que seja colocado na grade curricular dos cursos de medicina e outros relacionados a estética aulas tendo como temática um caráter mais humanizado e menos mercantilista, fazendo com que o profissional priorize sempre o bem-estar de seu paciente. Nesse mesmo contexto, cabe a mídia o papel desconstruir esse padrão e divulgar belezas mais realistas por meio de propagandas, programas de tv e campanhas que mostrem a diversidade estética e que promovam a auto-aceitação.


Lara de Melo

O primeiro período da introdução contribuiu muito para delinear o tema. O fato ocorrido além de estar ligado com a disseminação de modelos de beleza, no caso a personalidade pública, também consegue exemplificar o quão longe as pessoas vão para perseguir seus desejos.

Destarte, a tese segue a forma canônica, traz 2 fatos que serão trabalhados durante o texto, o 1º no D1 e o 2º do D2: "Influenciada por um padrão utópico divulgado pela mídia (fato 1) e incentivo exacerbado a tratamentos estéticos (fato 2), a indústria da beleza se alimenta das frustrações e baixa autoestima das pessoas". Aconselho você a olhar para os parágrafos D1 e D2 a fim de notar como esses dois fatos foram resgatados e trabalhados.

Seguindo para a argumentação, sabemos que essa indústria da beleza precisa fomentar o consumo, de tal maneira que ela idealiza o belo e insulta o padrão natural da fisionomia humana, tratando de mostrar o artificial para real e o real como infeliz. Nisso, a aluna tratou de exemplificar no segundo parágrafo, lembrando de colocar que devido aos veículos de comunicação essa disseminação abrange ainda um público maior.

A argumentação neste parágrafo está focada na causa e consequência, a causa: movimento da mídia para ganhar mercado consumidor; consequência: frustração e insatisfação do indivíduo com sua aparência.

Para fazer um contraponto a essa análise, podemos colocar a filosofia de Schopenhauer. Em sua filosofia defende que a felicidade não poderá ser fruto de um estímulo externo, apenas da independência interna. "Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações".


O D2 perde um pouco a força da sua argumentação por chegar quase que praticamente a se tornar uma denúncia.

"Além disso, essa procura por uma estética irreal é munida por profissionais da saúde e beleza que, motivados pela ganância, realizam receitas, dietas e procedimentos ,muitas vezes, desnecessários."

Podemos até discordar da índole de certos profissionais, contudo, aplacar essa conduta individual como sendo um dos principais estímulos para as modificações estéticas que as pessoas cometem parace excessivo. Por exemplo, é consensual que sua família, amigos, ou seja, seus círculos próximos poderiam facilmente dizer qual transformação seria ideal para o seu corpo. Assim, colocar a má-fé de profissionais em jogo é uma forma de argumentar, mas perde um pouco a força, ainda mais vendo como a aluna fala em "muitas vezes", ou seja, como se isso acontecesse na maioria das vezes.

Por fim, a conclusão. Em linhas gerais segue a tese de que mídia seria a causa da insatisfação estética das pessoas. É... Você pode discordar, mas fica destoante colocar que os cursos de Medicina precisam de uma formação menos mercantilista, porque isso estaria levando as pessoas a se flagelarem mais. Primeiro que a autora do texto precisaria ter apresentado melhor isso como um problema na argumentação, segundo que esse não um defeito do curso, pois é uma cultura de mercado, a cultura do consumo, isto é, ela está disseminada na sociedade. Há ainda o fator psíquico, como poderá um médico, sem provocar grandes danos, falar que uma pessoa não é "feia", que o problema é sua consciência e não seu aparência? Enfim, a solução deveria ter sido mais abrangente no que tange ao combate as propagandas na mídia.

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