A bexiga natatória e o submarino

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Mensagem por Yasco em Seg 31 Ago 2015, 23:47

Em 1936, o destacado físico russo Yakov Perelman abordou um fenômeno relacionado ao movimento de peixes submersos providos de um órgão chamado de bexiga natatória
Muitos peixes são dotados dessa bexiga, que é uma espécie de bolsa orgânica em que armazenam material gasoso. Erroneamente, alguns pesquisadores imaginavam que o peixe submerso inflaria essa bolsa para reduzir a própria densidade e alcançar pontos mais próximos da superfície e, quando quisesse submergir um pouco mais, faria o procedimento contrário.
Para esclarecer o engano dessa análise, vamos pensar em um objeto de volume constante que esteja submerso, como, por exemplo, um submarino.
Se submerso e em equilíbrio, o submarino tem uma densidade total igual à da água. Para manter-se em equilíbrio e alcançar uma profundidade maior, o submarino não deve encher os tanques de lastro com mais água, pois tal procedimento aumentaria a sua densidade e ele afundaria continuamente.
Como fazer então? Utilizando sua propulsão e aletas, chamadas de profundores, o submarino força seu movimento para baixo e atinge maiores profundidades, fazendo do mesmo modo para alcançar profundidades menores. Pois, se para essa finalidade ele esvaziar os tanques de lastro, ficará menos denso que a água e emergirá até aflorar à superfície.
De modo análogo, o peixe possui cauda propulsora e nadadeiras. Utilizando-os adequadamente ele ascende ou descende, quando submerso. Ao alcançar pontos mais próximos à superfície, a pressão externa diminui. Sem o controle do peixe, a bolsa se expandirá, já que, nessa hipótese, a pressão interna do gás ficaria a mesma e a densidade dele iria diminuindo até que ele boiasse, estufado.
Portanto, diversamente da antiga e equivocada interpretação, o controle na subida consiste em, à medida que a pressão for diminuindo, o peixe ir retirando massa gasosa de sua bexiga para preservar o próprio volume.
Na situação inversa, quando quiser se aprofundar, o peixe injeta massa gasosa nesse órgão. Para cada profundidade existe uma adequada quantidade de massa gasosa que o mantém em equilíbrio naquele nível - um equilíbrio instável, pois deslocamentos para cima ou para baixo, sem o controle biológico da bolsa, prosseguiram indefinidamente, com o peixe perdendo o domínio sobre a sua flutuação.
Fonte: As Faces da Física

Objetivo do texto: Estudando Mecânica dos fluidos me deparei com este tópico no livro e achei tão interessante que resolvi compartilhar por aqui. Espero que gostem tanto quanto eu!  :albino:
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Mensagem por Lucas Albuquerque em Ter 08 Set 2015, 17:41

Muito Legal
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