UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

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UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Liliana Rodrigues em Ter 27 Nov 2018, 17:01

Desenvolvimento Humano e IDH

O conceito de desenvolvimento humano nasceu definido como um processo de ampliação das escolhas das pessoas, para que tenham capacidades e oportunidades e sejam aquilo que desejam ser. Diferentemente da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar diretamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento econômico, ou da renda, para o ser humano.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde.
O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq, com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, o ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral e sintética que, apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, não abrange nem esgota todos os aspectos de desenvolvimento.



Com base no texto, é correto afirmar que

A) o IDH não revela as desigualdades de renda, indicador que destaca o Brasil como um dos mais desiguais do mundo.

B) o IDH se pauta em uma medida sintética de renda, educação e saúde e classifica os países nas seguintes categorias: desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos.

C) na construção do IDH os dados de violência são fundamentais para se compreender as diferenças entre os países, principalmente aqueles envolvidos em conflitos.

D) o IDH revela que o Brasil possui alto desenvolvimento humano, tal como outros países da América do Sul como Equador, Uruguai e Venezuela.

E) o IDH foi criado para contrapor a ideia de desenvolvimento calculada apenas pelo PIB per capita e não considera os fatores econômicos.


Gente, preciso muito da ajuda de quem entende bem de Geografia. Essa questão caiu na prova de domingo agora, 25/11, no vestibular da UFGD. O gabarito preliminar traz a letra D como correta, e tem até amanhã para entrar com recurso para mudar o gabarito ou anular a questão.
Vi bastante gente reclamando dessa questão também, principalmente por considerar a Venezuela com um IDH alto. Também foi uma das primeiras que eu eliminei.
Vi também que muita gente colocou a letra B. Eu não considerei ela correta porque não tinha certeza absoluta sobre o que ela diz, mas a A sim, afinal, o "problema" do IDH não é justamente o de mascarar a desigualdade social? Por exemplo, o Brasil até possui um IDH bom, mas esse dado mascara o fato do nosso país ser um dos mais desiguais em distribuição de renda do mundo.
A parte do texto que eu achei que explicaria a letra A foi essa daqui, no finalzinho: "apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, não abrange nem esgota todos os aspectos de desenvolvimento.".
Por favor, se puderem me ajudar, queria saber se alguém mais concorda comigo, caso a A realmente esteja certa (o que eu acho que está).

Liliana Rodrigues
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por ddmr0123 em Ter 27 Nov 2018, 17:31

Acredito que provavelmente irão anular esse gabarito porque é complicado classificar alguma como correta.

Sobre a D: No quesito IDH, o Brasil está na posição 79, Venezuela 78, Equador 86 e Uruguai 55 (ranking 2018). Isso revela países com baixo desenvolvimento humano. Então não poderia estar certa.

Sobre a A: Um dos aspectos do IDH é levar em consideração a renda fazendo disso um dos motivos para o IDH do Brasil ser baixo. Por isso, acredito que também esteja errada..

A única mais aceitável seria a C. Entretanto é difícil avaliar o seu cunho: os dados de violência não são usados atualmente para a construção do IDH, porém não dá para saber se a alternativa está afirmando que são usados esses dados para construir o IDH ou se está sugerindo o uso deles no futuro.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Pedro Celso Silva em Qua 05 Dez 2018, 20:41

Letra A claramente!
O IDH não estipula desigualdade social. Quem faz isso,é o Índice Gini. Ele confere desigualdade de renda,e o gap entre ricos e pobres. Exatamente os países que tem pior Índice Gini, são Brasil,China,África do Sul,Índia. O IDH calcula fatores econômicos com fatores sociais. O fator econômico é o PIB per capta. Ele pega o PIB de um país e divide pela população. Brasil tem um PIB aproximadamente de 1,6 trilhão de dólares e uma população de 209 milhões de pessoas. Isso,aproximadamente dá 2 mil dólares para cada habitante,mas você sabe muito bem que não é essa a realidade. 
O IDH brasileiro é considerado alto. Mas é alto,por causa dos fatores econômicos. O Brasil, de 60 países,foi o 54 no Índice Pisa,que calcula o desempenho dos alunos de rede pública em Matemática e na língua nativa.O IDH de fato,não calcula desigualdade de renda. Quem faz isso,é o Índice Gini. 
O IDH é dividido em 4 setores: Muito Alto-> Noruega até Uruguai. Alto-> Argentina, (Brasil está nessa faixa), Médio e Baixo. E não 3. Existem países com bom setor social,mas tem IDH alto, COMO A Sérvia,a Ucrânia.
Essa questão merece ser anulada mesmo. Não sabemos qual foi a metodologia utilizada para falar que a Venezuela possui IDH alto. Se pegar atualmente,negativo. O país vive guerra civil. E não era lá essas coisas,na era Chaves com o petróleo.É complicado falar em IDH & conflitos. É bem verdade que eles acabam com a qualidade de vida da população,mas vamos com calma. A Síria realmente,tinha IDH alto,e com a guerra,o IDH dela hoje,é o último do mundo. A Líbia também,em 2011. Contudo,alguns países africanos estão em guerras civis e o IDH não abaixa. A Ucrânia vive isso desde 2014,na Guerra da Crimeia.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por ddmr0123 em Qua 05 Dez 2018, 21:05

CHUVA DE CONHECIMENTO
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Unßer em Qui 06 Dez 2018, 02:01

Minha análise:
O IDH de fato não revela desigualdade social, isso é o índice Gini. Porém, ele pode indicar desigualdade de renda, o que é diferente de social, pois o IDH é calculado nos aspectos de Renda, Longevidade e Educação. Isto é, a A está errada.
A B também está errada, pois é Renda(PIB per Capita), Expectativa de vida(e não saúde no geral) e Educação.
A C também está errada, pois violência não é levada em consideração, por isso eu costumo dizer que IDH não é uma medida tão perfeita, veja o exemplo da Líbia, se envolveu em uma guerra sangrenta em 2012, e hoje possui um IDH elevado.
A D é a menos errada, do ponto de vista empírico, pois sempre pensamos que países da America Latina possuem qualidade de vida ruim. No entanto, o índice ele é medido como fator comparativo, e como há tanta desgraça no mundo, países como o Brasil podem ser classificados com IDH alto/elevado. O caso da Venezuela é relativo, pois como os dados ,geralmente, são fornecidos por organizações internacionais ligadas ao governo local, muitas informações podem ser parcialmente fornecidas.
A E de fato, o índice surgiu como uma resposta a um calculo que era mais voltado a conceitos econômicos, desprezando fatores como a Renda, Educação e a distribuição dessa riqueza. Porém, atualmente esse calculo leva em consideração fatores econômicos, portanto está errada a proposição da alternativa.


OPINIÃO: Questão difícil pelo nível de detalhes, mas federal é federal.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Pedro Celso Silva em Qui 06 Dez 2018, 20:10

Não,a letra A está certa
Como eu disse primeiro,disse acima,o Índice Gini estima a desigualdade de renda. E sim,o Brasil é um país muito desigual. Ocupamos a 99 posição de 108 países. Estamos entre os dez piores do planeta. Sim,somos muito desiguais. O país mais desigual do mundo é a África do Sul. Temos IDH maior do que o deles.
https://oglobo.globo.com/economia/brasil-o-10-pais-mais-desigual-do-mundo-21094828
O IDH se sustenta em três pilares: PIB per capta,Esperança de vida ao nascer e taxa de analfabetismo. Como eu disse,o PIB per capta é calculado no PIB total do país dividido pelo número total de habitantes. O Brasil têm 1,6 trilhão de dólares em PIB e 209 milhoes de habitantes. Isso dá mais de dois mil dólares po habitante. Contudo,todos nós sabemos que essa não é a realidade. Existem 54 milhões de brasileiros que vivem com 400 reais,por exemplo.
Quanto à taxa de analfabetismo,é aí que está.O Brasil considera alfabetizado quem sabe ler e escrever o próprio nome. A ONU,porém,considera alfabetizado quem sabe ler e escrever uma redação sobre sua própria vida sem erros graves. A França também. Usando seus parâmetros, o Brasil possui 11,8% de sua população analfabeta. Caso usássemos o parâmetro da ONU, talvez teríamos 30%. O Brasil tem um IDH alto,muito por fatores econômicos do que por sociais. Temos a oitava maior economia do planeta,e isso puxa o IDH para cima. Os melhores países no IDH: Noruega,Suíça e Finlândia,não tem o PIB nem perto do nosso,entretanto, a esperança de vida é alta e o analfabetismo é nulo.PIB é mediano,e dividido pela pequena população que esses países têm,torna-os alto.
Quanto à expectativa de vida,depende da saúde da população. Botsuana,por exemplo tinha em 2012,expectativa de vida em 34 anos. EUA por exemplo,é considerado desenvolvido,mas jamais terá IDH entre os melhores. O modelo extremamente capitalista onde as pessoas trabalham demais desgasta a pessoa,e quem é demitido,literalmente perde tudo. Recorre ao tabagismo, alcoolismo e ao excesso de comida (por lá então...) como válvula de escape,e por isso, não terá uma esperança de vida alta como países europeus. O IDH é muito impreciso por causa disso.
Não dá para calcular desigualdade de renda a partir do IDH. A Itália é um país que divide a sexagésima nona posição no ranking da transparência conosco(índice de corrupção). Tem um IDH muito alto.O norte é muito rico e o sul é muito pobre. É desigual. A África do Sul é o país mais desigual do planeta e o IDH deles não é o último. E nem é tão baixo. É médio para alto. E só é assim,porque eles têm problemas demais com HIV,o que decresce a expectativa de vida. O fato de ter etnias demais também restringe a educação de alguns. Índia mesma coisa,e está em 134 no IDH. E não,o seu exemplo sobre a Líbia é impreciso. A Líbia possuía,em 2010, IDH 0,755. Hoje,tem 0,708.A Guerra,assim como é a guerra na Ucrânia,em algumas regiões, e não no país todo,como é no Iraque e na Síria.
https://veja.abril.com.br/saude/queda-na-expectativa-de-vida-preocupa-especialistas/
A própria ONU estipula o IDH em quatro: Muito Alto: Países europeus,começando com Noruega, Finlândia e Islândia e indo para Japão,Coréia do Sul,Austrália e Nova Zelândia. Alto: países do Leste Europeu,Brasil e alguns americanos e asiáticos. Médio: Alguns países asiáticos e africanos e Baixo:Com muitos países africanos.
Existe como um país ter IDH alto e cair,que é com guerras ou crises. A Síria,vive guerra civil desde 2011.O País tinha IDH alto. Em 2015,o país foi tão destruído,que o IDH foi para último no mundo. Tem como guerras nem afetarem o IDH (Como é o caso da Ucrânia,que vive guerra com a Rússia desde 2014). Até talvez o nosso. 60 mil homicídios por ano e o IDH não cai.
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/09/14/idh-2018-brasil-ocupa-a-79-posicao-veja-a-lista-completa.htm
Não,o IDH não é comparativo. Tem qualidade de vida boa,terá IDH alto,tem qualidade de vida ruim,terá IDH alto. Isso explica Chile Uruguai e Argentina terem IDH alto. Haiti,Paraguai e Bolívia terem IDH baixo. Seichelles é um país africano e tem IDH alto. Malásia foi por muito tempo um país pobre na Ásia e tem IDH alto,mesmo tendo grupos armados e grupos terroristas assolando o país. Coréia do Sul até os anos 70 era um país miserável,com indicadores comparáveis ao Afeganistão de hoje. Nos anos 90,o país deslanchou.
Não se sabe que parâmetro de ano,a prova considerou. Se for hoje em dia,não dá para considerar o IDH venezuelano alto. A Venezuela está em guerra civil desde 2016. O país está sob uma cruel ditadura,que esmaga opositores e destrói o país. Já vivem no Brasil,12 mil venezuelanos. A concentração de renda pelo petróleo é altíssima.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Unßer em Qui 06 Dez 2018, 20:59

@Pedro Celso Silva escreveu:Não,a letra A está certa
Como eu disse primeiro,disse acima,o Índice Gini estima a desigualdade de renda. E sim,o Brasil é um país muito desigual. Ocupamos a 99 posição de 108 países. Estamos entre os dez piores do planeta. Sim,somos muito desiguais. O país mais desigual do mundo é a África do Sul. Temos IDH maior do que o deles.
https://oglobo.globo.com/economia/brasil-o-10-pais-mais-desigual-do-mundo-21094828
O IDH se sustenta em três pilares: PIB per capta,Esperança de vida ao nascer e taxa de analfabetismo. Como eu disse,o PIB per capta é calculado no PIB total do país dividido pelo número total de habitantes. O Brasil têm 1,6 trilhão de dólares em PIB e 209 milhoes de habitantes. Isso dá mais de dois mil dólares po habitante. Contudo,todos nós sabemos que essa não é a realidade. Existem 54 milhões de brasileiros que vivem com 400 reais,por exemplo.
Quanto à taxa de analfabetismo,é aí que está.O Brasil considera alfabetizado quem sabe ler e escrever o próprio nome. A ONU,porém,considera alfabetizado quem sabe ler e escrever uma redação sobre sua própria vida sem erros graves. A França também. Usando seus parâmetros, o Brasil possui 11,8% de sua população analfabeta. Caso usássemos o parâmetro da ONU, talvez teríamos 30%. O Brasil tem um IDH alto,muito por fatores econômicos do que por sociais. Temos a oitava maior economia do planeta,e isso puxa o IDH para cima. Os melhores países no IDH: Noruega,Suíça e Finlândia,não tem o PIB nem perto do nosso,entretanto, a esperança de vida é alta e o analfabetismo é nulo.PIB é mediano,e dividido pela pequena população que esses países têm,torna-os alto.
Quanto à expectativa de vida,depende da saúde da população. Botsuana,por exemplo tinha em 2012,expectativa de vida em 34 anos. EUA por exemplo,é considerado desenvolvido,mas jamais terá IDH entre os melhores. O modelo extremamente capitalista onde as pessoas trabalham demais desgasta a pessoa,e quem é demitido,literalmente perde tudo. Recorre ao tabagismo, alcoolismo e ao excesso de comida (por lá então...) como válvula de escape,e por isso, não terá uma esperança de vida alta como países europeus. O IDH é muito impreciso por causa disso.
Não dá para calcular desigualdade de renda a partir do IDH. A Itália é um país que divide a sexagésima nona posição no ranking da transparência conosco(índice de corrupção). Tem um IDH muito alto.O norte é muito rico e o sul é muito pobre. É desigual. A África do Sul é o país mais desigual do planeta e o IDH deles não é o último. E nem é tão baixo. É médio para alto. E só é assim,porque eles têm problemas demais com HIV,o que decresce a expectativa de vida. O fato de ter etnias demais também restringe a educação de alguns. Índia mesma coisa,e está em 134 no IDH. E não,o seu exemplo sobre a Líbia é impreciso. A Líbia possuía,em 2010, IDH 0,755. Hoje,tem 0,708.A Guerra,assim como é a guerra na Ucrânia,em algumas regiões, e não no país todo,como é no Iraque e na Síria.
https://veja.abril.com.br/saude/queda-na-expectativa-de-vida-preocupa-especialistas/
A própria ONU estipula o IDH em quatro: Muito Alto: Países europeus,começando com Noruega, Finlândia e Islândia e indo para Japão,Coréia do Sul,Austrália e Nova Zelândia. Alto: países do Leste Europeu,Brasil e alguns americanos e asiáticos. Médio: Alguns países asiáticos e africanos e Baixo:Com muitos países africanos.
Existe como um país ter IDH alto e cair,que é com guerras ou crises. A Síria,vive guerra civil desde 2011.O País tinha IDH alto. Em 2015,o país foi tão destruído,que o IDH foi para último no mundo. Tem como guerras nem afetarem o IDH (Como é o caso da Ucrânia,que vive guerra com a Rússia desde 2014). Até talvez o nosso. 60 mil homicídios por ano e o IDH não cai.
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/09/14/idh-2018-brasil-ocupa-a-79-posicao-veja-a-lista-completa.htm
Não,o IDH não é comparativo. Tem qualidade de vida boa,terá IDH alto,tem qualidade de vida ruim,terá IDH alto. Isso explica Chile Uruguai e Argentina terem IDH alto. Haiti,Paraguai e Bolívia terem IDH baixo. Seichelles é um país africano e tem IDH alto. Malásia foi por muito tempo um país pobre na Ásia e tem IDH alto,mesmo tendo grupos armados e grupos terroristas assolando o país. Coréia do Sul até os anos 70 era um país miserável,com indicadores comparáveis ao Afeganistão de hoje. Nos anos 90,o país deslanchou.
Não se sabe que parâmetro de ano,a prova considerou. Se for hoje em dia,não dá para considerar o IDH venezuelano alto. A Venezuela está em guerra civil desde 2016. O país está sob uma cruel ditadura,que esmaga opositores e destrói o país. Já vivem no Brasil,12 mil venezuelanos. A concentração de renda pelo petróleo é altíssima.
Amigo, a partir do relatório de 2010, o IDH leva em consideração o PPC(Paridade do Poder de Compra) per capita, logo o IDH pode revelar desigualdade de renda, porém leva-se muitos outros fatores em consideração no cálculo. Segundo, não é ,somente, o IDH que "destaca o Brasil como um dos mais desiguais do mundo", cabe ao Índice de Gini participar do calculo. Há,por exemplo, o índice de Theil, a curva de Lorenz , que medem a desigualdade, não somente de renda, embora seja comumente usado para tal medição.

Minha opinião, se o IDH leva em consideração o PPC, ele de fato revela desigualdade de renda. Se a banca considerar a A correta, beleza, mas não mudo minha opinião; até por que ,concordar com um gabarito não te torna mais ou menos esperto do que ninguém. Acertar ou não a questão, não te define como ser humano, o fato é que só precisamos desses vestibulares para conseguir uma vaga no curso pretendido.

Veja um exemplo:
Em um condomínio há 10 pessoas, 5 ganham R$10.000 , 3 ganham R$5.000 , 2 ganham R$ 2.500. Rendimento= R$70.000
Renda per capita(RPC) = R$ 7.000 
A partir da RPC -> Notamos que a Paridade de Compra não é equânime. Veja: 5 pessoas ganham R$3.000 a mais que a RPC.
3 pessoas ganham R$2.000 a menos que a RPC. 2 pessoas ganham R$ 4.500 a menos que a RPC.

Baseado nisso, é possível concluir que esse condomínio tem uma certa desigualdade de renda.
Justificando com o IDH:
IDHc-R = (log de renda média do condomínio per capita - log do valor de referência mínimo) / (log do valor de referência máximo - log do valor de referência mínimo).  > Os valores grifados, são disponibilizados pela PNUD com base na PPC, convertidos em dólar-reais.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Pedro Celso Silva em Sex 07 Dez 2018, 13:27

Não,não se sabe se a banca considerará o relatório de 2010. Caso considere,isso anula a questão,porque em 2010,a Venezuela,o Chile,o Brasil e o Uruguai possuíam tinha IDH alto,e portanto, duas respostas devem ser consideradas.Assim,anulando a questão.
Eu já falei três vezes que o índice Gini calcula desigualdade. Por que você bate tanto nessa tecla, já citada por mim? Qual é a parte que você não entendeu? 
Não,o IDH não leva em conta o poder de paridade de compra,leva em consideração o PIB per capta. Caso levasse em conta o poder de paridade de compra,o Brasil teria perdido muitas posições. Primeiro porque estamos ainda em crise econômica,segundo porque a inflação está alta e terceiro,porque estamos com números altíssimos de desemprego no país. Está tudo caro para a maior parte das pessoas. E como eu já falei acima,o Brasil é muito puxado para ter o IDH que tem,por motivos economicos. Com certeza,teriamos caído.A Venezuela,a Rússia,a Grécia estariam em último. Nesses países,a inflação está altíssima. Não perderam posições no IDH. Países latino americanos como Bolívia,Paraguai e alguns países do Sul e do Norte africano sofrem com inflações altíssimas e moedas que vale valores pífios frente ao dólar. A população é pobre e não consegue comprar nada. Mesmo assim, esses países não estão nem perto dos 50 piores no IDH.

Nossa...é isso mesmo que você tem a oferecer? Ataque pessoal mediante insatisfação à resposta alheia. Caramba....mas eu não concordei com o gabarito. Meu gabarito foi diferente ao do proposto pela banca. Não concordei com você,apresentei dados factuais e talvez por isso que veio com ataques. E nem por isso estou te atacando. Lembre-se que Darwin disse: As diferenças trazem a evolução.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

Mensagem por Unßer em Sex 07 Dez 2018, 14:56

@Pedro Celso Silva escreveu:Não,não se sabe se a banca considerará o relatório de 2010. Caso considere,isso anula a questão,porque em 2010,a Venezuela,o Chile,o Brasil e o Uruguai possuíam tinha IDH alto,e portanto, duas respostas devem ser consideradas. Assim,anulando a questão.
Eu já falei três vezes que o índice Gini calcula desigualdade. Por que você bate tanto nessa tecla, já citada por mim? Ainda quer atacar o lado pessoal de "suposta definição" e "relativização de inteligência"? Onde você quer chegar com isso? Pois,fale o que quiser,já que é isso que tem para oferecer.
Não,o IDH não leva em conta o poder de paridade de compra,leva em consideração o PIB per capta. Caso levasse em conta o poder de paridade de compra,o Brasil teria perdido muitas posições. Primeiro porque estamos ainda em crise econômica,segundo porque a inflação está alta e terceiro,porque estamos com números altíssimos de desemprego no país. Está tudo caro para a maior parte das pessoas. E como eu já falei acima,o Brasil é muito puxado para ter o IDH que tem,por motivos economicos. Com certeza,teriamos caído.
A Venezuela,a Rússia,a Grécia estariam em último. Nesses países,a inflação está altíssima. Não perderam posições no IDH.

Nossa...é isso mesmo que você tem a oferecer? Ataque pessoal mediante insatisfação à resposta alheia. Caramba....mas eu não concordei com o gabarito. Meu gabarito foi diferente ao do proposto pela banca. Não concordei com você,apresentei dados factuais e talvez por isso que veio com ataques. E nem por isso estou te atacando. Lembre-se que Darwin disse: As diferenças trazem a evolução.
"Não se sabe se a banca considerará o relatório de 2010" WHAT???, estamos em 2018, é claro que ela deve considerar


"atacar o lado pessoal de 'suposta definição' e 'relativização de inteligência' " Não, a minha opinião apresentada no fórum é para todos os leitores, e não a um indivíduo específico. Primeiro, não gosto de discussões sem um objetivo prático, pois podemos passar a vida toda argumentando quem está certo ou não, e o resultado disso poderia minimizar a participação da dialética na construção do conhecimento. Outro ponto a ser tocado é: aprenda um pouco da filosofia sofista, pois nem tudo pode ser reduzido a conceitos prontos, nas ciências humanas o estudo é mais complexo do que uma questão de vestibular ou eu e você.

"Não, o IDH não leva em conta o poder de paridade de compra, leva em consideração o PIB per capta. Caso levasse em conta o poder de paridade de compra, o Brasil teria perdido muitas posições[...]" O relatório de 2010 leva sim, com o per capita baseado no PPC. Tal poder é medido com base nas diferenças nas taxas de câmbio, no exemplo do IDH é usado o valor do dólar em 2005(constante), por isso que nas crises a oscilação do IDH é pouco (não é toda crise que abaixa o IDH), no caso do Brasil houve um pequeno crescimento, pois a crise de 2015 não foi algo específico do país, foi um evento global. O fato é que se o PIB atual de um país reduz, necessariamente, não implica na não produtividade, mas sim da diferença cambial, note no valor do dólar crescendo absurdamente. O caso da Venezuela, perdeu posição sim, e ainda vai piorar: Queda. A Rússia, por outro lado, tem crescido bastante, reagiu bem a crise de 1998, O melhor dos BRICS. A Grécia, teve uma pequena melhora, mas por ser um país europeu, tem forte ajuda da UE para não chegar ao fundo do poço,pois pode intensificar o efeito dominó, porém o seu IDH caiu. "estariam em último" existem piores, acredite em mim.


"Nossa...é isso mesmo que você tem a oferecer? Ataque pessoal mediante insatisfação à resposta alheia. Caramba....mas eu não concordei com o gabarito. Meu gabarito foi diferente ao do proposto pela banca. Não concordei com você,apresentei dados factuais e talvez por isso que veio com ataques. E nem por isso estou te atacando. Lembre-se que Darwin disse: As diferenças trazem a evolução."   
Analise minha frase: " Se a banca considerar a A correta, beleza, mas não mudo minha opinião; até por que ,concordar com um gabarito não te torna mais ou menos esperto do que ninguém. Acertar ou não a questão, não te define como ser humano, o fato é que só precisamos desses vestibulares para conseguir uma vaga no curso pretendido."  Dado, a situação hipotética de que o gabarito seja "A", esse é o ensinamento tirado da frase, que muitos professores expõe- a autoridade da frase não é minha. Posto que, não me referia especificamente ao contexto do gabarito dado por você, mas sim o marcado pelo colega que postou a questão, já que segundo ele a alternativa A estaria correta. Eu trouxe seus argumentos, contra-argumentando os motivos do porquê que a A não estaria certa. Entretanto, você está me envolvendo pessoalmente em discussão "Nossa...é isso mesmo que você tem a oferecer?" "insatisfação à resposta alheia" "ataques", eu apenas contra-argumentei, também trouxe dados factuais , e compreendo a complexidade do tema, mas uma discussão é desnecessária.
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Re: UFGD 2019- IDH e recurso para mudança de gabarito

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