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Carmina Burana - a ópera profana

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Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Euclides em Sex Jan 28 2011, 15:00

"Carmina Burana" é uma peça muito conhecida. Quem viu os filmes de "Conan o Bárbaro" deve se lembrar dela. Eis a história:

A origem histórica dos goliardos situa-se em torno do século XII, quando o renascimento econômico comercial rompe o imobilismo dos séculos precedentes e aumenta a mobilidade social.

A própria dificuldade de enquadrar os goliardos dentro de um esquema social preciso, como acontecia na Alta Idade Média, quando os papéis sociais eram bem definidos, gera suspeita e escândalo entre os conservadores da época.

Os goliardos, afinal, são jovens intelectuais de espírito livre que, por sua condição econômica e social, são impedidos de se tornar professores das universidades medievais ou mesmo de prosseguir seus estudos, tornando-se intelectuais marginalizados, rebeldes, vivendo de expedientes, eventualmente a serviço dos ricos, seguindo o mestre preferido ou permanecendo onde ensinam professores famosos.

Anárquicos, são opositores de todos aqueles que se reconhecem nas castas sociais medievais, não só aqueles associados ao poder eclesiástico ou político mas também aqueles que estão presos à mediocridade e à ignorância, como os camponeses. Por sua feroz crítica antipapal, são freqüentemente associados ao partido gibelino mas na realidade os goliardos vão além: vêm no Papa não apenas o hipócrita tutor da tradição moral mas também o expoente de uma hierarquia organizada sob a nova força do dinheiro:

L'ordine del clero ai laici è in mala fama:

la sposa di Gesù divien venale

donna pubblica or è, lei che era dama.

Mas também no clero, os goliardos fazem distinção entre os párocos, que são poupados da sua crítica corrosiva por serem considerados vítimas da hierarquia e da avidez dos frades, que, com sua hipócrita profissão de humildade e pobreza, na realidade concorrem com os padres e se apoderam dos fiéis e dos donativos, vivendo uma vida de gozo nos conventos

Os goliardos sofreram perseguições e condenações, e acabaram por desaparecer da cultura dos séculos seguintes, à qual, todavia, deixaram como herança as suas idéias que reviveriam nos intelectuais do Humanismo, durante o Renascimento

Uma peça musical bastante conhecida hoje, a "Carmina Burana" (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) é produto do trabalho dos goliardos e por essa razão é muitas vezes designada como "a ópera profana". Trata-se de uma peça muito vibrante e imponente composta pelo alemão Carl Orff que musicou os versos de um manuscrito dos goliardos com o mesmo nome.

Vale a pena ouvir. A cantata abaixo é "Fortuna Imperatrix Mundi":
(extraído de: http://o-tunel-do-tempo.forum-livre.com/t21-historia-dos-goliardos)


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Um exemplo do pensamento dos goliardos

Mensagem por The Movie Buff em Sab Jan 29 2011, 22:08

A maioria das pessoas só conhece os 23 Carmina Burana musicados por Carl Orff — isto é, quando conhece: quase todo mundo só ouve a música, mas não sabe o que dizem os versos. No total, porém, chegaram a nós mais de 200 poemas atribuídos aos goliardos em um pergaminho do séc. XIII. Permitam-me apresentar aqui um dos poemas que não chegou a ser musicado por Orff, e que ilustra muito bem o que o nosso Euclides disse sobre o espírito de rebeldia e protesto dos goliardos. Ao lado do texto latino, eu ofereço uma despretensiosa tradução de minha lavra:




VERSUS DE NUMMO*
VERSOS ACERCA DO DINHEIRO


In terra summus rex est hoc tempore Nummus.
Na terra, o supremo rei, neste tempo, é o Dinheiro.
Nummum mirantur reges et ei famulantur.
Os reis admiram o Dinheiro e servem a ele.
Nummo venalis favet ordo pontificalis.
A venal ordem pontifical favorece ao Dinheiro.
Nummus in abbatum cameris retinet dominatum.
O Dinheiro retém o poder nas câmeras dos abades.
Nummum nigrorum veneratur turba priorum.
A multidão dos negros priores venera o dinheiro.
Nummus magnorum fit iudex conciliorum.
O Dinheiro se faz juiz dos grandes concílios.
Nummus bella gerit, nec si vult, pax sibi deerit.
O Dinheiro promove guerras, e nem, se quiser, lhe falta a paz.
Nummus agit lites, quia vult deponere dites.
O Dinheiro move ações, porque quer depor os ricos.
Erigit ad plenum de stercore Nummus egenum.
O Dinheiro eleva o pobre do esterco até a plenitude.
Omnia Nummus emit venditque, dat et data demit.
O Dinheiro compra e vende tudo, dá e toma.
Nummus adulatur, Nummus post blanda minatur.
O Dinheiro adula e, depois das adulações, ameaça.
Nummus mentitur, Nummus verax reperitur.
O Dinheiro mente e é considerado veraz.
Nummms periuros miseros facit et perituros.
O Dinheiro faz miseráveis os perjuros e os que vão perecer.
Nummus avarorum deus est et spes cupidorum.
O Dinheiro é o deus dos avaros e a esperança dos gananciosos.
Nummus in errorem mulierum ducit amorem.
O Dinheiro conduz ao erro o amor das mulheres.
Nummus venales dominas facit imperiales.
O Dinheiro torna venais as damas da classe imperial.
Nummus raptores facit ipsos nobiliores.
O Dinheiro faz até os mais nobres virarem ladrões.
Nummus habet plures quam celum sidera fures.
O Dinheiro tem mais ladrões do que o céu tem estrelas.
Si Nummus placitat, cito cuncta pericula vitat.
Se o Dinheiro faz agrados, logo evita todos os perigos.
Nummus fautores habet astantes seniores.
O Dinheiro tem fautores mais velhos a seu lado.
Si Nummus loquitur, pauper tacet; hoc bene scitur.
Se o Dinheiro fala, o pobre se cala; isso é bem sabido.
Nummus merores reprimit relevatque labores.
O Dinheiro reprime as tristezas e alivia os sofrimentos
Nummus corda necat sapientium, lumina caecat.
O Dinheiro mata os corações dos sábios, cega-lhes os olhos.
Nummus, ut est certum, stultum docet esse disertum.
O Dinheiro, isso é certo, ensina o tolo a ser eloqüente.
Nummus habet medicos, fictos acquirit amicos.
O Dinheiro tem médicos, adquire falsos amigos,
In Nummi mensa sunt splendida fercula densa.
Na mesa do Dinheiro há esplêndidos pratos gordos.
Nummus laudatos pisces comedit piperatos.
O Dinheiro come os elogiados peixes apimentados.
Francorum vinum Nummus bibit atque marinum.
O Dinheiro bebe o vinho francês e o renano.
Nummus famosas vestes gerit et pretiosas.
O Dinheiro traja vestes caras e refinadas.
Nummo splendorem dant vestes exteriorem.
As roupas dão ao dinheiro um esplendor exterior.
Nummus eos gestat lapides, quos India prestat.
O Dinheiro usa pedras preciosas, que vêm da Índia.
Nummus dulce putat, quod eum gens tota salutat.
O Dinheiro acha doce que toda gente o saúde.
Nummus et invadit et que vult oppida tradit.
O dinheiro tanto invade quanto entrega as cidades que quiser.
Nummus adoratur, quia virtutes operatur:
O dinheiro é adorado, porque realiza façanhas:
Hic egros sanat, secat, urit et aspera planat,
Ele cura os doentes, corta, queima e aplana as asperezas,
Vile facit carum, quod dulce est, reddit amarum
Torna vil o que é precioso, o que é doce torna amargo
Et facit audire surdum claudumque salire.
E faz o surdo ouvir e o manco saltar.
De Nummo quaedam maiora prioribus edam:
Divulgarei agora coisas maiores do que as anteriores acerca do Dinheiro:
Vidi cantantem Nummum, missam celebrantem;
Vi o Dinheiro cantando, celebrando missa.
Nummus cantabat, Nummus responsa parabat;
O dinheiro cantava a ladainha, o dinheiro dava as respostas;
Vidi, quod flebat, dum sermonem faciebat,
Vi que chorava, enquanto fazia o sermão,
Et subridebat, populum quia decipiebat.
E ria intimamente, porque enganava o povo.
Nullus honoratur sine Nummo, nullus amatur.
Ninguém é honrado sem Dinheiro, ninguém é amado.
Quem genus infamat, Nummus:‘Probus est homo!’ clamat.
Aquele que tem má reputação o dinheiro clama: “É um homem probo!”
Ecce patet cuique, quod Nummus regnat ubique.
Eis que é patente a todos que o Dinheiro reina por toda parte.
Sed quia consumi poterit cito gloria Nummi,
Mas porque a glória do Dinheiro pode consumir-se rapidamente,
Ex hac esse schola non vult Sapientia sola.




Somente a Sabedoria não quer pertencer a essa escola.
* Texto segundo G. BERNT (org.), Carmina Burana, Zürich-München, Artemis, 1974, pp. 30-32.



Que impressionante, não? Esse texto é do séc. XIII, e como continua atual!


Última edição por The Movie Buff em Sab Set 17 2011, 22:34, editado 1 vez(es)

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Viniciuscoelho em Dom Jan 30 2011, 12:16

Que maravilhosa aula de história, nunca tinha ouvido falar nos goliarodos... Isso me lembra uma frase recorrente de João Ubaldo Ribeiro: "a história é contada pelos vencedores", não é a verdadeira, mas é a que se perpetua.

Gostei muito das análises de Euclides e "The Movie Buff".

Quanto a essa constatação:
Que impressionante, não? Esse texto é do séc. XIII, e como continua atual!
Que triste que ainda seja assim.


Essa música é muito tensa!! Adorei.


Última edição por Viniciuscoelho em Dom Jan 30 2011, 12:48, editado 1 vez(es) (Razão : Adcionar comentário sobre a música)

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Dom Jan 30 2011, 19:27

Eu tive um professor de física que falava:
dinheiro é ruim? ENTÃO ME DÁ O TEU.

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Viniciuscoelho em Dom Jan 30 2011, 19:30

Parece que voce não interpretou o que o texto quer dizer...

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Dom Jan 30 2011, 19:34

Não tem muito o que interpretar, é a velha conversa de que dinheiro é a razão de todos os males do mundo.Eu acho que o buraco é mais embaixo e que tem a ver com a natureza humana, o problema não é o dinheiro, dinheiro serve pra resolver o problema do escambo.
Isso do do meu ex professor foi só um comentário livre, tem mais ou menos a ver e eu achava engraçado na época

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Viniciuscoelho em Dom Jan 30 2011, 19:40

Seu argumento já melhorou: a natureza humana. Mas podemos acrescentar que não é só ela, que influencia o homem, mas também a influencia da cultura, dos meios de produção, ou seja, o meio em que o homem vive, não podemos tirar o objeto de estudo do seu ambiente, e tentar analisá-lo como algo desconexo da realidade.

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Euclides em Dom Jan 30 2011, 20:16

Os goliardos, por sua condição social (determinada pelo nascimento) tinham seu espaço social delimitado por essa condição, assim como sua situação econômica.

Hoje, os alunos pobres de periferias, condição social e econômica determinada pelo nascimento, têm à sua disposição bonitas leis de garantia de igualdade de direitos, mas precisam cursar as escolas públicas de periferia, enquanto os bem-nascidos podem cursar excelentes e caras escolas particulares.

O problema ainda não foi resolvido. A sociedade moderna tem ideais de igualdade de oportunidades reservando as vitórias pessoais a um sistema que deveria ser meritocrático e justo e elegeu o Estado como gestor dessa igualdade.

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Seg Jan 31 2011, 07:08

Euclides, me desculpe mas eu discordo.Governo nenhum tá interessado no bem de ninguém, o que políticos e funcionários públicos querem é continuar no bem bom, continuar com um monte de privilégios, ganhando um absurdo sem trabalhar quase nada e sendo sustentados pelas massas ignorantes e bem intencionadas
Eles não estão nem aí pros outros terem saúde, educação, etc.No máximo o que eles querem é que os outros DEPENDAM DELES pra ter saúde, educação...
E o resultado é esse, com passos pequenos mas constantes o mundo todo vai caminhando na direção do 1984 do George Orwell
Exemplo, uso da internet no Egito:

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Seg Jan 31 2011, 07:19

E pros alunos pobres uma solução sería mais investimento em ensino à distância, agora com a internet podia ser muito mais fácil, uma aula de um professor bom poderia ser vista por centenas de milhares de alunos, e pra tirar as dúvidas podiam existir foruns como esse
Mas não vai acontecer nunca, justamente por ser algo que é conveniente pros alunos, não pros professores.

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Viniciuscoelho em Seg Jan 31 2011, 11:14

Falando em dinheiro, assisti um documentário, hoje, excelente, "Money as Debt - Dinheiro como dívida". Coisas que, realmente, não imaginava que ocorressem assim.

Aqui estão os links:
"Money
as debt é um pequeno documentário cerca de 40min., e que de uma
maneira ilustrada e objectiva explica como o dinheiro é criado, e as
consequencias para todos nós.
Para você Ser Humano robotizado (ou talvez não), aqui vem a explicação de como o dinheiro é feito e como é distribuido. Tudo está montado para o enganar, tal como os casinos."
Fonte e link para download:
http://baixandonafaixa.blogspot.com/2010/08/documentario-dinheiro-como-divida-money.html

Link para download dividido em partes:

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Seg Jan 31 2011, 21:26

Bem lembrado!! Eu tambám já ví e gosto muito desse documentário, quem sabe até o Euclides possa separar outro topic pra esse assunto, se as pessoas parassem pra pensar, dinheiro não é nada, é só papel,algum tempo atrás era papel que representava algo real, mas hoje é só papel, só uma mentira conveniente pros governos e pros bancos









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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Jose Carlos em Ter Fev 01 2011, 10:52

Olá caro amigo BadLeprechaun,

"o que políticos e funcionários públicos querem é continuar no bem bom, continuar com um monte de privilégios, ganhando um absurdo sem trabalhar quase nada e sendo sustentados pelas massas ignorantes e bem intencionadas"

Sendo funcionário público eu não poderia concordar com vc pois acho que a generalização não deveria ser empregada nesta afirmação, que tal usarmos "uma grande parte" ou "uma parcela sigfnificativa", incluir os professores tão desvalorizados seria muito Bad num é? Very Happy

Um grande abraço

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por Viniciuscoelho em Ter Fev 01 2011, 11:55

Concordo com o companheiro Jose Carlos.

Abraços

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Re: Carmina Burana - a ópera profana

Mensagem por BadLeprechaun em Qua Fev 02 2011, 03:35

Sabem o que eu acho? Se é pra ser democracia, governo do povo, então que seja mesmo.Por que não fazem um plebiscito perguntando: 'você acha que a gente precisa dessa quantidade de políticos que temos agora?' ou 'você acha que um vereador analfabeto desses merece ganhar o que ganha?' E também, o povo devia votar pra escolher o salário de cada um desses caras, e quanto quer pagar de impostos e SE acha certo funcionário público ter estabilidade.
Se alguém falasse isso um espertinho qualquer ia falar que não pode, que o povo não tem competência pra isso e tal.Mas pra votar num tiririca ele pode, e aí a máscara ia cair e ficar escancarado que esse sistema de democracia representativa só é 'democrático' enquanto nada afeta os parasitas.É 'governo do povo' na hora do povo escolher quem vai te sugar e só.
E é verdade, os professores são um caso a parte.Mas eu acho que nesse sistema novo eles iriam ser beneficiados.

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